Ivan Gonzalez, CEO global da Swiss Re Corporate Solutions, afirmou que o Brasil é um dos cinco ou seis maiores mercados da divisão de seguros corporativos do grupo suíço, segundo entrevista publicada pelo Sonho Seguro em 30/10/2026. O executivo vê possibilidade de ampliar a participação do país nos negócios globais da companhia em 2027.
As falas de Gonzalez e do líder da operação local, Guilherme Perondi, foram registradas apenas nessa entrevista. A Swiss Re não publicou ranking que confirme a posição do Brasil, e nenhuma fonte oficial consultada confirma as declarações. Os dados abaixo devem ser lidos como avaliação de executivos, não como meta divulgada.
O que foi dito sobre aquisições
Gonzalez fala em aquisições que acrescentem competências à operação brasileira. Perondi disse que a companhia avalia oportunidades e que o critério é o diferencial competitivo: "A gente não compra volume, não compra tamanho. A gente compra diferencial competitivo". A entrevista não cita alvo, valor ou negociação em andamento.
Em outro movimento, a QBE informou ter concluído a venda de suas operações globais de crédito comercial e garantia à Swiss Re Corporate Solutions, conforme comunicado da empresa. As fontes consultadas descrevem a operação na Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido e não mencionam o Brasil. A ligação do país com essa compra aparece só na entrevista e não foi confirmada.
Catástrofes e a pauta da Susep
Em 28/09/2026, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou o relatório final do Grupo de Trabalho Seguro Catástrofe. O texto estima que cerca de 9% das perdas econômicas de desastres climáticos no Brasil sejam cobertas pelo mercado de seguros, contra média mundial de aproximadamente 45%. O relatório traz 30 proposições, de curto, médio e longo prazos, de caráter sugestivo e não vinculante.
Como são sugestões, não há norma em vigor. Veículos do setor divergem sobre o tema do seguro obrigatório, e o texto integral do relatório precisa ser conferido antes de qualquer afirmação a respeito.
O que muda para o corretor
Hoje, nada muda diretamente na rotina do corretor. As declarações não criam produto, regra ou comissão. O efeito possível é indireto: corretores de grandes contas podem ver mais oferta em programas internacionais para empresas brasileiras com operações no exterior, citados por Gonzalez, mas isso depende de confirmação.
Para quem atua com seguro rural, paramétrico ou relação com municípios, o relatório da Susep é item de acompanhamento. As propostas ainda precisam ser transformadas em regra pelos órgãos competentes.



