A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) atualizou o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, e a mudança envolve o DIU hormonal no tratamento da endometriose. Segundo a página da agência, com a atualização do Rol aprovada pela ANS, mulheres têm mais uma opção de tratamento. A norma é a Resolução Normativa (RN) nº 680, de 18 de setembro de 2026, e a vigência começou em 1º de outubro de 2026, conforme o material de apoio consultado.
Para o corretor, a mudança afeta a conversa com clientes de planos de saúde que têm endometriose ou indicação médica de DIU hormonal. Também pede atenção a quem atende carteiras empresariais, porque as operadoras precisam ajustar autorização e auditoria, segundo a CTS Consultoria.
O que a norma estabelece
Segundo as fontes de apoio, a RN altera a descrição do procedimento de implante do DIU/SIU hormonal, com o dispositivo incluído, e cria a Diretriz de Utilização (DUT) nº 175. A diretriz traz dois critérios de cobertura obrigatória: indicação de uso prevista em bula registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e endometriose com contraindicação ou não adesão aos contraceptivos orais combinados. Basta cumprir um deles.
A maior parte da imprensa tratou apenas do critério da endometriose. O critério da bula também consta na descrição da DUT, conforme o SouBrasília.
Há ainda uma divergência sobre a novidade. Horams e Companyhero afirmam que o implante do DIU hormonal com o dispositivo já constava do Rol. Nessa leitura, a mudança é a criação de critérios de uso pela DUT, e não uma inclusão do zero. A confirmação depende do texto da RN e do Anexo I.
O que o corretor pode fazer
Ao orientar o cliente, o corretor não deve prometer cobertura. A indicação médica e o enquadramento em um dos critérios da DUT 175 definem o direito. Segundo a Afya, a operadora que negar a cobertura deve apresentar justificativa por escrito, ponto que ainda não foi confirmado no texto da norma.
A mesma RN atualiza outras tecnologias: adalimumabe, rituximabe, anfotericina B lipossomal e elastografia hepática ultrassônica, segundo a CTS Consultoria.



