A Raras Health, healthtech brasileira de doenças raras, inclui planos de saúde entre seus clientes-alvo, segundo reportagem da Exame publicada em 2 de novembro de 2026. A empresa diz oferecer às operadoras a organização de informações clínicas e o acompanhamento de tratamentos de alto custo. A reportagem não cita contrato, operadora nomeada nem efeito sobre regulação ou sinistralidade.
Para o corretor de saúde, o dado concreto é este: uma ferramenta de gestão de dados clínicos começa a ser oferecida ao mercado de planos. Não há, nas fontes lidas, nenhuma mudança em produto, preço ou regra que altere a venda ou a conversa com o cliente.
A plataforma foi lançada em maio de 2026. Foi fundada por Dimas Timmers, apresentado como empresário, e por Alexandre Kawassaki, descrito como pneumologista. A ideia começou a ser desenvolvida no ano anterior, conforme a Exame.
O que a empresa vende
O modelo de receita combina planos para pacientes e contratos com organizações. O plano gratuito convive com um de R$ 50 mensais, com acesso a consulta especializada, e outro de R$ 500 mensais, que inclui genômica e acompanhamento. A empresa também vende a farmacêuticas, para localizar pacientes sem diagnóstico, e a governos, para triagem e filas, além dos planos de saúde.
Segundo a Exame, a inteligência artificial funciona como ferramenta de apoio. Ela analisa prontuários e levanta hipóteses, mas a confirmação do diagnóstico e as decisões de tratamento ficam com os profissionais de saúde.
Números são da própria empresa
A Raras Health afirma ter mais de 200 mil acessos mensais e centenas de pacientes por dia, com menos de um ano de operação. Também diz ter mais de 30 médicos no comitê científico e uma base com mais de 10 mil doenças raras. Esses dados não passaram por auditoria independente.
A meta de faturar R$ 20 milhões em 2027 e R$ 100 milhões até 2030 é projeção dos fundadores, não receita obtida. O capital inicial foi de R$ 200 mil, recursos próprios dos fundadores.
A empresa prepara a entrada nos Estados Unidos, com laboratório genético em desenvolvimento, e conversa sobre Portugal. As fontes lidas não trazem resultados clínicos, precisão do modelo, registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nem operadoras já contratadas.


