O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 13,75% ao ano em 4 de novembro de 2026, em decisão unânime, segundo a Fecomercio-RS. Enquanto isso, a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) informa que as vendas de cotas somaram 4,37 milhões de janeiro a setembro, alta de 14,1%. Para o corretor, o dado ajuda a organizar a conversa com o cliente que compara consórcio e financiamento, desde que as médias sejam lidas com cuidado.

Selic: onde está e o que o Copom disse

Segundo a Fecomercio-RS, o Copom decidiu manter a taxa básica depois de cinco cortes consecutivos. Pelo relato da Gazeta Mercantil, a sequência levou a taxa a 14,75% em março e a 13,75% em setembro. A mesma fonte diz que a Selic de 13,75% segue como nível elevado de juros nominais.

Conforme a CNN Brasil, o comunicado evitou se comprometer com os próximos passos dos juros. A Fecomercio-RS registra que o comitê voltou a citar elevada incerteza e riscos inflacionários elevados. As decisões do Copom aqui citadas vêm da imprensa. O comunicado oficial não foi consultado pela redação.

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Crédito livre para famílias segue acima de 60%

A nota para a imprensa do Banco Central (BC) de 1º de julho de 2026, com dados de maio, traz a taxa média do crédito livre para pessoas físicas em 62,8% ao ano, com alta de 3,8 pontos percentuais em 12 meses. Para as empresas, a taxa foi de 25,2%. No total do crédito livre, a taxa foi de 49,5%, alta de 3,7 ponto percentual em 12 meses. A imprensa informou revisão desse dado para 49,3% após a divulgação, e a redação não confirmou a revisão em documento do BC.

Segundo O Povo, que cita dados do BC divulgados em 29 de outubro, a taxa média do crédito livre foi de 49,0% em setembro, ante 48,5% em agosto. No crédito livre para pessoas físicas, o juro médio foi de 62,4%. Na aquisição de veículos, passou de 26,4% para 26,2%. Os números de setembro não foram conferidos na nota oficial do BC.

Na prática, o corte da Selic de 15% para 13,75% não apareceu de imediato no juro médio ao consumidor. Segundo a Agência Brasil, o crédito livre para famílias estava em 61% em janeiro e 62% em fevereiro.

O BC também mostra o peso do crédito sobre a renda: o comprometimento das famílias foi de 28,2% em abril, alta de 1,1 ponto percentual em 12 meses.

O que a Abac mostra sobre consórcio

Segundo a Abac, em 29 de outubro de 2026, havia 13,93 milhões de participantes ativos em setembro, alta de 14,2% em 12 meses. Os créditos comercializados no acumulado de janeiro a setembro somaram R$ 454,13 bilhões, alta de 23,7%. As contemplações chegaram a 1,33 milhão, alta de 1,5%, e os créditos disponibilizados por elas, a R$ 97,83 bilhões, alta de 8,0%.

Por segmento, imóveis venderam 1,33 milhão de cotas, alta de 37,1%, com R$ 275,06 bilhões em créditos comercializados. Veículos leves somaram 1,54 milhão de cotas, alta de 6,9%. Motocicletas, 1,17 milhão, alta de 7,3%. Em veículos pesados, as vendas de cotas caíram 9,2%.

A Abac não publica, nas páginas lidas, taxa de contemplação em percentual. Os dados são de vendas, participantes e contemplações.

Limites da comparação com financiamento

Os números do BC são médias de concessões por modalidade. Não equivalem à taxa oferecida a um cliente específico, porque misturam perfis de risco, prazos e garantias. A redação não encontrou estudo que relacione a Selic às vendas de consórcio. As fontes mostram que os dois movimentos ocorreram no mesmo período, sem apontar causa.

Também faltam nas fontes lidas o custo total do consórcio (taxa de administração, fundo de reserva, seguro), a taxa de financiamento imobiliário de mercado e o prazo médio. Sem esses itens, a comparação fica incompleta e deve ser feita caso a caso, com a proposta real de cada administradora e de cada instituição financeira.

Isso não é recomendação. Fale com um profissional.